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Invel licencia tecnologia da bermuda anticelulite
Data:31.10.2008
Nove entre dez mulheres sofrem de algum tipo de celulite, segundo a Sociedade
Brasileira de Medicina Estética. De olho nesse público ávido para exterminar o mal
que leva a pele ter uma aparência de 'casca de laranja', a Invel - fabricante de
bermudas e produtos que prometem reduzir a celulite e ativar a circulação
sanguínea - começa no próximo ano a licenciar sua marca para outras empresas.Também planeja investimentos da ordem de R$ 7 milhões em pesquisas clínicas e
desenvolvimento de novos produtos.
Mário Hirata e Carla Taba, da Invel, que vendem 250 mil bermudas a R$
300 cada uma: alta de 40% no consumo em 2009A maior parte do investimento virá de um parceiro do Japão, que distribui os
produtos da Invel naquele país. "Atualmente, o Japão representa cerca de 40% das
nossas vendas", disse Mario Hirata, presidente e fundador da empresa brasileira
criada há dez anos com uma rede de clínicas de estética. Os produtos também são
exportados para os Estados Unidos, Europa e América Latina.No licenciamento, outras empresas de produtos de consumo poderão usar a
tecnologia da Invel. "Vamos criar em 2009 um instituto que será responsável pelas
parcerias que já estão em fase de negociação, mas que não podemos revelar
agora", afirma Carla Taba, sócia e diretora da Invel. Um exemplo, diz ela, está na
aplicação da tecnologia da Invel na fabricação de tênis.O interesse do mercado por esse segmento está longe de ser um modismo e tem
razões econômicas bem palpáveis. A Invel vende 250 mil bermudas por ano no
Brasil e cada uma dessas peças é comercializada por R$ 300. Além das bermudas,
há outros 40 itens entre roupas, cosméticos e equipamentos para emagrecimento.
Porém, são as bermudas que ainda representam a maior fatia, cerca de 70%, da
receita da Invel no país, que não revela o valor.As expectativas da Invel para o próximo ano são ainda mais otimistas, com
previsão de crescimento de até 40% nas vendas, principalmente por conta das
parcerias. Além das empresas parceiras, a americana Invista também está de olho
nesse nicho. A dona da marca Lycra vem certificando as bermudas e outras peças
de roupa da Invel, que agora passa a estampar a etiqueta Lycra. A Invel já usava o
fio de elastano, mas não tinha a certificação da Invista. "Essa homologação marca a
Demarest e Almeida Advogados - Biblioteca
nossa entrada aqui no Brasil no segmento de produtos voltados para saúde", diz
Carolina Sister, diretora de marketing da marca Lycra.
Além da americana Invista e da brasileira Invel, a francesa Rhodia também colocou
seu pé nesse negócio tão cobiçado pelo universo feminino. Há três meses, anunciou
o desenvolvimento de um fio semelhante, cujas pesquisas levaram três anos de
estudos e demandaram investimentos de R$ 2 milhões. A Rhodia fechou parceria
com a Track & Field, Scalina (dona das marcas de lingerie Scala e Trifil), além das
tecelagens Affinity Berlan, Santaconstancia e Rosset. A expectativa é que os
produtos com o novo fio, batizado de Emana, cheguem ao mercado nas próximas
semanas.A "fórmula mágica" inserida nas bermudas é conhecida como biocerâmica. Trata-se
de uma composição química formada por sílica, alumínia, magnésio, platina e
titânio. "A biocerâmica aquece a temperatura do corpo para algo em torno de 42º
C. Ao tentar regular essa região do corpo para a temperatura normal, o organismo
queima gordura", explica Roberto Rodolfo Júnior, diretor da Sociedade Brasileira de
Medicina Estética, ressaltando que só a bermuda ou cosméticos não fazem
milagres. "É um chavão, mas para acabar com a celulite é preciso antes de tudo ter
uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos regularmente", lembra.
31/10/2008
Caderno: Empresas - Pág. B-6
Invel licencia tecnologia da bermuda anticelulite
Beth Koike, de São Paulo
